domingo, 27 de setembro de 2009

Globo precisa avaliar melhor os seus valores na administração de talentos

O repentino falecimento da autora Andrea Maltarolli, na terça-feira, foi mais uma tragédia que pegou de surpresa a própria direção da Globo. Mas, mais do que isso, poderá levar a emissora repensar melhor a administração de seus talentos.


Maltarolli era uma autora talentosa, dedicada, ,competente, que adorava televisão e investiu sua vida em uma carreira dentro da Rede Globo. Não se pode dizer que não foi bem-sucedida. Pelo contrário: foi uma das criadoras de "Malhação", colaborou em diversos produtos de sucesso, e era reconhecida como uma grande revelação da casa.No entanto, em quase 20 anos, teve a oportunidade de escrever apenas uma novela de autoria totalmente sua: "Beleza Pura". Andrea Maltarolli foi da mesma geração de Tiago Santiago e Cristianne Fridman, dois nomes que também foram lançados pela Globo, mas que encontraram espaço e produziram mais novelas em uma concorrente. Conseguiram firmar os seus nomes de forma mais consistente, do que teriam conseguido se não tivessem saído de lá. Portanto, não dá para esconder a verdade: foi um desperdício de talento. Aos 46 anos de idade, Maltarolli poderia ter produzido mais, ou conquistado maiores espaços dentro da emissora, não fosse o modelo de administração da Globo atual, onde o excesso de burocracia e politicagem interna acaba travando e ofuscando os verdadeiros talentos.

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